Sábado, 23 de Setembro de 2017

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Segunda-Feira, 14 de Agosto de 2017, 15h:17

COLNIZA

‘Agosto Lilás’: Promotoria lança projeto de combate à violência doméstica

JANÃ PINHEIRO

Reprodução

A violência doméstica no Brasil

Com objetivo de conscientizar a população em geral sobre a importância de pôr um fim à violência doméstica, a Promotoria de Justiça de Colniza promove entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro o projeto “Agosto Lilás: Combate à Violência Doméstica”.

Realizado em parceria com a Defensoria Pública, Polícia Militar, secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social, o projeto quer despertar nas mulheres a consciência da cidadania e o conhecimento dos direitos, além de possibilitar a redescoberta dos valores fundamentais para a convivência familiar digna e fraterna.

“A violência doméstica é um tema de extrema relevância social. As instituições públicas, religiosas e empresas privadas estão se unindo para pôr fim a esse mal que aflige a sociedade em todos os níveis. O abuso infantil, a violência contra a mulher e o abuso ao idoso abrangem grande parte da violência doméstica e ocorrem justamente no lugar em que as pessoas deveriam se sentir mais seguras, em seu próprio lar”, destaca o promotor de Justiça de Colniza Leandro Túrmina.

No dia 30 de agosto, às 16h30, será realizado um ambulatório de rua, na Avenida Tarumã, onde serão instaladas tendas, mesas e cadeiras para atendimento ao público. Funcionários de uma academia parceira no evento estarão no local passando exercícios ao ar livre. Na oportunidade serão distribuídos panfletos informativos sobre o assunto.

Já no dia 31, às 17 horas, acontece uma roda de diálogo com troca de experiências e vivências pelo Ministério Público de Colniza. O bate-papo será mediado por psicólogas e a Polícia Militar. No dia 1º de setembro o evento será voltado para a comunidade, novamente na Avenida Tarumã. Haverá apresentação dos alunos da Apae, teatro e divulgação do concurso da melhor frase dos alunos das escolas municipais sobre o tema violência doméstica.

Dados nacionais - Uma a cada três mulheres sofreu algum tipo de violência em 2016. Neste mesmo período, 22% das brasileiras foram vítimas de ofensa verbal, 10% sofreram ameaça de violência física, 8% sofreram ofensa sexual, 4% receberam ameaça com faca ou arma de fogo e 3% foram espancadas. Os dados assustadores foram divulgados este ano pelo Datafolha, no dia 8 de março e revelam que a violência contra mulheres é um problema persistente, que atinge todas as classes sociais e todas as regiões do país.

A pesquisa mostrou que, entre as mulheres que sofreram violência, 52% se calaram. Apenas 11% procuraram uma delegacia da mulher e 13% preferiram o auxílio da família. E o agressor, na maior parte das vezes, é um conhecido (61% dos casos). Em 19% das vezes, eram companheiros atuais das vítimas e em 16% eram ex-companheiros. As agressões mais graves ocorreram dentro da casa das vítimas, em 43% dos casos, ante 39% nas ruas.

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